Saudades da URSS

Sexta feira, 22 de Agosto de 2008.

Confesse, às vezes você não tem saudades dos tempos da antiga URSS? Ou lembranças nostálgicas dos países do leste europeu que integravam o antigo bloco soviético? Reconheça, seus ouvidos ressentem de há muito não ouvirem o som da expressão cortina de ferro.
O meu tio Walmir, por exemplo, vez por outra beira a depressão por falta de leitura ou audição de palavras, tais como: détente, guerra fria, glasnost. Sim, senhor! A tia Edite, sua mulher, não raro comenta à boca pequena que ele fala enquanto dorme. Diz uns nomes esquisitos: Brezhnev, Nixon...

A erosão econômica do velho regime soviético, ademais de trazer um desequilíbrio de forças no planeta, também deixou o mundo meio sem graça. Você aí, acaso assistiu algum thriller, leu qualquer narrativa, ou viu alguma peça de teatro mais empolgante e com mais ingredientes de suspense que o episódio da crise dos mísseis de Cuba, em 1962? Duvido! Em contraponto, aposto que jamais assistiu alguma comédia-pastelão tão engraçada e cheia de trapalhadas como aquele outro fato histórico conhecido como a invasão da baía dos porcos, em 1961.

Outro dia, numa destas reuniões de condomínio - evento o qual, curiosamente há mais brigas ou conversas triviais que propriamente discussão sobre as necessidades do edifício, um morador manifestou-se apreensivo referente à formação dos seus filhos. Contou que ao mencionar a expressão marxismo–socialismo científico, referindo-se à doutrina criada por Marx e Engels, os jovens indagaram-lhe se aquilo era uma nova tendência do rock. Isto é, mais um segmento como tantos outros existentes deste eterno estilo filosófico-musical: progressivo, hardcore, punk, gothic metal, dentre outros.
E pensar que, no Brasil, houve um tempo em que revelar-se comunista era sinônimo de prestígio intelectual e de sucesso entre as garotas. "O quê? Ele é comunista? Menina, que chique, hein?" - admirava-se uma amiga, em conversa acerca do novo namorado da outra.
Ainda me lembro dos primórdios da faculdade, no restaurante da Universidade Federal da Bahia, no Café, após o almoço, de debates acalorados sobre quem situava-se mais à esquerda na ideologia comunista. "Eu sou da corrente trotskista", vangloriava-se um; "eu, leninista", gabava-se outro; "fulano, é stalinista", afirmava alguém; "pois ciclano, é da linha albanesa". Ohhhh!!!, clamavam todos, em uníssono. Pois é, ser da linha albanesa era assim como uma espécie de ás de um jogo de cartas. Na categoria intolerância ao capitalismo e à burguesia, ganhava de todas as outras vertentes.

Meu nome é Bond. James Bond! Acredito que quando o escritor Ian Fleming criou as aventuras do agente 007, jamais passou pela sua cabeça o fim do império soviético. Hoje, não há mais contexto para se produzir um filme, como por exemplo, Moscou Contra 007 (From Russia With Love). Por outro lado, suponho que a produção de novas aventuras utilizando-se do cenário da antiga URSS estariam destinadas ao fracasso. Imagino os diálogos da turma com menos de trinta, após o término do filme: "Pô, véio! Filme ruim. KGB, Kremlin... os caras citam umas bandas que não passa na MTV". E ainda que nos últimos anos não houvesse mais motivos para espionagem, contudo, os caras de Los Angeles ainda insistem com a personagem. O último filme desta série, Cassino Royale, tem locações em Madagascar, além de exibir um 007 brutamontes e mais burro que uma toupeira psiônica1. Madagascar, afinal que diabos tem para se espionar por lá? Nada! Nos antigos filmes de piratas estrelados por Errol Flynn e Burt Lancaster, esta ilha servia de esconderijo para saques.

Por falar em espionagem, com a queda do muro de Berlim julguei encerrada a carreira do escritor John Le Carré, meu autor favorito de romances deste gênero. Em 1989, ao ser arrancado o primeiro tijolo do Mauer - como os alemães chamavam o muro, Le Carré perdeu o seu tema: o universo dos agentes secretos. E agora? Escreveria sobre o quê?
Mas talento é talento, assim, há poucos anos, John Le Carré escreveu um ótimo livro, O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener), por sinal, gerador de uma adaptação para um filme de mesmo nome. No entanto, esta produção nada tem a ver com guerra fria ou espionagem, é focada em experiências não-confessáveis no Quênia, patrocinada por uma espécie de divisão cosa nostra da poderosa indústria farmacêutica norte-americana.

O fim da URSS e do chamado bloco soviético, não serviu apenas para riscar os romances de espionagem da lista de best-sellers; nem de obrigar os cartógrafos da geopolítica a fazerem horas extras; além de encerrar a linha de produção daquele pequeno automóvel fabricado na RDA, o Trabant, ou Trabbi, para os íntimos (veja foto acima), um carrinho feio de doer, todavia, mais simpático que uma Mercedes F700. A sua queda libertou o dragão da cobiça apocalítica, ou seja, substituiu o famoso chavão dos Três Mosqueteiros "um por todos, todos por um", por "salve-se quem puder". Neste vórtice neoliberal, ainda desmoralizou a ONU; potencializou os poderes do destemido xerife Wyat Earp com novas técnicas de chutar cachorro morto; e, como uma prostituta sagaz, seduziu o luxuoso socialismo do oeste europeu, tentando-o com a sensação maravilhosa - num futuro próximo, de se respirar ar privatizado; também, promoveu uma lobotomia coletiva na esquerda, transformando os seus adeptos em toupeiras psiônicas dotadas de dois únicos dons: o da retórica vazia e o de nenhuma ação eficaz. Exceto, é claro, os amigos Herético, do blog Relógio de Pêndulo, e Teté, do blog Quiproquó, conhecedores de uma vacina secreta contra este mal. ;o)
__________
(1) Toupeira psiônica - significado apenas conhecido por jogadores de RPG, linha Dungeons & Dragons. Portanto, mãos ao Google! Uma pista: ver o Livro dos Monstros, da D&D. ;o)

69 comentários:

Teté disse...

Ah, ah, ah, lembro-me de depois de 1974, um puto lá do liceu muito revolucionário, andar a dizer que aos 6 anos lera "O Capital" do Marx... Ó, ó deve ser livro fácil de ler aos 6 anos... (não li, nem tenho intenção disso, só de folhear!)

Mais caricato ainda, aqui o filhote, por volta dos 12/13 anos, foi a uma festa de Carnaval na escola secundária (liceu ou ginásio, como suponho ser a terminologia daí), como só decidiu à última hora, não tinha máscara para lhe arranjar. Foi vestido de hippie, concorreu ao concurso de máscaras e os alunos de 17/18 anos perguntaram-lhe: "Qué isso?"

Enfim, não costumo entrar muito em politiquices, actualmente considero-me de esquerda, mas ditadores não gosto de nenhuns! Que os há (demasiados) de ambos os lados!

Quanto ao Le Carré, não percebi bem qual era a tua dúvida... Um bom escritor, não se cinge apenas a uma temática! :)))

Beijoca grande! (é bom estares de volta...)

Sunshine disse...

Olá Oliver!!

Chegada da praia, passo apenas para agradecer a visita, já sentia sua falta por lá. :)

Volto mais logo, na calma para ler seu post.

Até lá ... um beijo (sem segundas intenções, claro !! :@

BlueVelvet disse...

E não é que ataca de novo?
E logo como: um post sôbre a nostalgis dos tempos da guerra fira, da baía dos procos, dos mísseis de Cuba!!
Xi, eu sabia que você era um expert mas tanto...
Estou vendo você nesses seus tempos de Faculdade, mas não o imagino afirmando-se da linha Albanesa, nem mesmo para conquistar a menina mais requisitada lá da aula.
Voltou no seu melhor estilo.
Parabéns
Beijinhos e veludinhos azuis

Sérgio Luyz Rocha disse...

Saudações!!!
Bom tê-lo de volta...

Meu velho, lembro-me das discussões nas quais me metia em função dos "istas" - nunca digeri a idéia de filiar-me a uma facção/tendência/ideologia tão integralmente,a ponto de subtrair-me a própria personalidade...mas enfim...

Admito que a guerra fria era substancialmente mais "romântica" e literária, melhor dizendo, artística, do que a guerra birrenta entre ocidente e o mundo muçulmano...pelo menos até que algum grande artista prove o contrário...

Grande post, meu velho, grande post!!

isabel mendes ferreira disse...

conheci o outro lado "romântico" da velha Rússia.

e sim. a saudade .

e sim. o abraço.


enorme.

Gata Verde disse...

Confesso que já tinha saudades de ler as tuas histórias, isso sim.
Do que relatas sobre a URSS, apenas tenho algumas memórias.

Beijinhos e obrigada pelos teus comentários tão queridos!

Leonor disse...

Convenhamos que a queda da URSS já nos deu aquele filme interessante do Goodbye Lenine, mas concordo Oliver: a URSS propriamente dita era muito mais "literalizável" se é que a palavra existe, claro.

Gostei imenso do texto, do tema e de voltar aqui ao condado.
beijos, bom fim de semana

BANDEIRAS disse...

Olá,
Passando para agradecer a visita e deixar um grande beijo.
Bom fim de semana prá ti.

f@ disse...

Olá Oliver... contente por ter voltado e este post completo.... boa... o condado também todo bonitinho...
e eu meio sem graça, na minha ignorância para comentar este excelente tratado...
Saudades sim... tive uma amiga a estudar lá... e então as nossas cartas eram tipo que vigiadas... mas guardo belissimas imagens em postais e textos que lido agora vinte e tal anos depois ... dão para pensar...
Gostei mto deste post
beijinhos das nuvens

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Obrigada, Oliver, pela visita ao meu Blog e pelo comentário que fez. Não foi um ato inédito o de fazer um post a várias mãos. O meu post anterior é que foi inédito e o tema foi O Brasil, a começar pela crítica (deste filme fiz crítica mesmo) do filme "Cidade dos Homens". Se quiser dar uma olhada é só procurar no menu. Estou de saída, acabo de chegar e já vou sair de novo, mas quando voltar, venho ler o que vc escreveu.
Muito obrigada,
Renata Cordeiro

Filoxera disse...

Ainda bem que estás de volta. Eu também tenho andado num ritmo que não permite muito tempo na net, com os meus filhos em casa, de férias.
Mas quando puder, actualizo as minhas leituras.
Beijos, até breve.

Lu disse...

Olá, caro Oliver.
Feliz com sua volta, pois tenho comentado com os meus queridos, que seu blog é um dos meus favoritos. Sua cultura, seu conhecimento, seu humor fica visível nos seus escritos, o que me faz apreciadora e sua fã.

Mas cá para nós, aquelas reuniões de condomínio,com filosofanças e debates são sobre diversos assuntos, não ficariam mais interessantes, aliadas a um belo pinic?

Aká na minha terra caro amigo, freguês sempre tem razão!
Beijo!

Rafeiro Perfumado disse...

Sinceramente, não sinto saudades da URSS. Tenho uma grande história passada na cidade em que nasci que me fez assim a modos que desprezar o que vinha dessa zona. Respeito todas as correntes ideológicas, mas isso não faz com que tenha saudades delas! Fiquei, isso sim, curioso com essas tuas reuniões de condomínio! Abraço!

São disse...

De facto, a queda do Muro de Berlim fez cair também a riqueza de vocabulário...
É magnífico tê-lo de volta, Oliver!
Boa semana.

JC disse...

Como disse num comentário anterior, disse que ficava à espera deste post com expectativa e não me enganei. Tem a qualidade de todos quantos já li seus. Quanto à dissolução da URSS, e um facto que ela aconteceu. Mas veja-se o que está agoa aa acontecer com a Russia, a invasaão da Georgia, a pressão que está a exercer sobre outras ex- repúblicas, dá a sensação que quer voltar a ressuscitar a ex-URSS. Espero, sinceramente que isso não aconteça. Gosto de liberdade. Liberdade com responsabilidade. Gosto de uma ecónomia de mercado. Em que as desigualdades sociais não sejam tão assentuadas. Gosto dum país que tenha uma classe média forte, pois só com uma classe média forte se pode deselver e fazer crecer o país. Não quero que voltem mais muros a dividir países e famílias.
Quero um mundo onde existam menos pobres, menos ricos e, como disse uma classe média forte. Não concorde que se tire aos ricos para dar aos pobres, antes tentar que os pobres fiquem menos pobres, criando-lhes mais postos de trabalho onde haja mais concorrência e s pessoas possam escolher as empresas onde querem trabalhar. Resumindo, sou um liberal, defensor da democracia, da liberdade, de uma ecónomia de mercado e de um mundo com mais segurança, e que os países se entrajudem para nos poderem proporcionar essa segurança, bem sei que esta última ideia poderá tr um pouco de utopia, mas temos que acreditar que vamos nconseguir.
Um abraço

Carol Barcellos disse...

Tendências, correntes, e lindas, ah, isso não é comigo. Pertenço à geração que acha que KGB é uma banda emo, mas agora que aprendi que não é (hahahahaha!!!), política não é comigo, e vivo mesmo como se isso tudo fosse uma banda que eu não ouço. Como se fosse aquele título pequenininho do seu blog, perdido que nem o
Wally dentro do seu layout, em fonte times new roman tamanho 3.
No entanto, não perco de jeito nenhum um post seu, com senso de humor equilibrado e de muito bom gosto, por ser inteligente, que é servido como cobertura ou recheio em qualquer assunto que vc domine.
Beijinhos doces cristalizados!!! :o*

Desnuda disse...

Olá, Oliver!


Estava com um tantão de saudades dos seus textos! Subtrai do seu blog uma verdadeira ilustração das diversas facções do regime comunista, a tempo de explicar bem direitinho quando meus netos perguntarem-me algo sobre. Nunca, eu e o " cearenso" fomos a uma reunião de condominio. A não ser se fosse no mesmo condominio do amigo Oliver.

Feliz em te reler. Muito mesmo!

Beijos!

Nadezhda disse...

Não posso ter saudade. Quando nasci, já não tinha quase mais nada.

Mas hoje mesmo estava falando da cortina de ferro. Do "lado de lá".

Que bom que voltou. Seu blog é um dos meus preferidos ;)

Rosamaria disse...

Bom retorno, Mr. Pickwick! É sempre um prazer vir aqui seja o assunto que for, já que dominas todos.

Hoje editei um dos posts mais procurados no sitemeter. És meu convidado para escutar boas músicas.
Bjim.

~pi disse...

caímos como tordinhos no
global.

ainda estremunhados, tudo se nos enrola e supera... lobotomia, sim, boa perspectiva... nada atraente mas ok, deixaram-nos qualquer coisita, aproveitemos! :)

tudo o que falas, bond, ai bon d!! :)

parece que foi há mil anos!

[ que bom voltares!!



beijo

Dona Sra. Urtigão disse...

Jogadores de RPG e com saudades da URSS...isso é um tanto anacronico...
Mas sua analise, convertendo toda a politica da chamada guerra fria a uma estrutura de espetáculo é um tanto divertida.
E o que voce me perguntou onde está o extraordinário, afirmando que aquilo que estava na postagem, fazemos todo dia, para mim, justamente, parte da lista é extra- ordinário um tanto fora de meu cotidino.
Continue nos brindando com teus textos que tornam mais leve a abordagem do viver.E viajando.
Um abraço

Andreia do Flautim disse...

Uma boa semana!

Magui disse...

Para quem não mora lá, tudo é festa.Não sou especialsita mas eu li que o Putin, recuperou a economia da Rússia e que esta já é uma potência novamente.Pra frente , só não anda o Brasil.Ou anda devagar demais.

Nogs disse...

Eu cá continuo a achar sexy um comunista:P

E a querer ficar longe das reuniões de condomínio, pois aqui tendem a falar de fraldas e afins:P


Benvindo de volta.


Beijocaaa

Nogs disse...

Eu cá continuo a achar sexy um comunista:P

E a querer ficar longe das reuniões de condomínio, pois aqui tendem a falar de fraldas e afins:P


Benvindo de volta.


Beijocaaa

titofarpas disse...

Parabéns pelo blog.
Abraço

* hemisfério norte disse...

o visual mudou bastante
e 0 conteúdo continua mt bom
agora......quem tem 2 meses de férias??? hein???? só baiano, não é mesmo?? ehehehe
bjs de Pt
a.

Lyra disse...

Caro amigo,

O problema agora é que já não há "espiões" para salvarem quem puderem...

E já nem se tem bem a noção sequer do que tem de ser salvo...

Urgente é, sim, o surgimento de uma nova ideaologia, totalmente revolucionária e adequada à realidade (pelo menos) deste decénio e, preferencialmente, com uma capacidade adaptativa em relação aos decénios vindoros.
Isso, sim, será muito dificil numa realidade recheada de constantes motações.

No entanto, a esperança é a última a morrer, certo?

Beijinhos e até breve.

;O)

Grazi Sperotto disse...

Sabe que eu queria ter vivido décadas atrás, onde os jovens revolucionavam por aí, lutando por direitos e não dizendo "não gosto de política"...
Tudo gira em torno da política, será que as pessoas não entendem?E queria ter namorado um comunista, "ai, que chique" hehe
Que bom que voltou querido, sentia falta daqui...
A propósito. do seu comentário em meu post, nada contra homens de "barbinha" e que tocam violão. Vc não entendeu... apenas dei continuidade ao que a autora tinha escrito. Nada contra, tudo a favor!!!
beijão

Filoxera disse...

Tanta coisa que aqui recordas!
A mim, fez-me lembrar as minhas viagens. Fiz três à antiga URSS.
Quem sabe um dia destes me lembro de escrever uns posts sobre elas?
Beijos.

Lampejos disse...

Oliver

Saudade não! Mas tenho muita curiosidade sobre as pessoas que vivem em territórios ex-RSS, assim como, outros territórios que sempre estiveram sob área de influência americana.
Naquele tempo em que a Russia era a URSS e era comunista e como comunista podiam fazer qualquer coisa...em nome de liberdade,povo, opressão.

Bem, mas obrigada pelo belíssimo regresso ao mundo virtual que já era bem presente essa ausência.

(a)braços,flores,girassóis...e mais beijos:)

Paula Crespo disse...

Já me tinha interrogado sobre o que lhe teria acontecido, depois dessa sua ausência tão prolongada...!!
Pois é, "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", já dizia Camões... mas a falta de conhecimentos básicos de muita malta é, no mínimo, triste.
Gostei dessa do marxismo-leninismo ser nome de banda...! ;);)
Beijos!

TCHI de Tchivinguiro disse...

Este é um Blog com estilo, onde se nota a inteligência do autor que o alimenta.

Parabéns.

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Oliver. postei hj de novo, pois quando fiz aquela outra postagem passei por maus bocados. É longo, portanto, escolha algo para ler ou apreciar, pressione a tecla "Page down", que todos os computadores têm, e faça o seu comentário. Se quiser apreciar tudo, o post está lá, basta ir outro dia. Trata-se de outro post coletivo.
Um beijo,
Renata
wwwrenatacordeiro.blogspot.com

carla granja disse...

olá meu amigo! já sentia saudades tuas :) teu blog tá lindo
amigo,hoje não deixo um poema meu,mas uma dedicatoria que fizeram para mim:)
cá espero por ti
bjos e boa semana
carla granja

Claudinha disse...

Olá Oliver, que bom que retornou!
Bem, eu tenho uma saudade mas ela é ingênua, poesia. Nunca gostei dos regimes e das coisas que ouvia sobre ela, mas alguns contos me fascinavam. Quanto ao termo, vou perguntar ao meu BBzinho que manja muito de RPG.
Beijos procê!
(uai, eu não sou muito chegada em módviola não sô, sô roquêra mêsu!)

Gerlane disse...

Meu caro e talentoso amigo baiano,

Que bom que voltaste, e como sempre em alto estilo. Mostrando teu vasto conhecimento intelectual.

E, viva às mudanças! Neste caso, foram pra melhor!

Beijos pra ti!

Gabriele Fidalgo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gabriele Fidalgo disse...

Boa Noite, compositor Jazzístico.
Faz um tempinho que não passo por aqui. Aliás, andei um pouco sumida até do meu blog. rs
Mas vejo que continua com as palavras nas pontas dos dedos, prontas para serem escritas com qualidade.

Quanto à URSS... é, acho que não acompanhei muita coisa. Sei pelo que li e assisti.

Até mais.
Beijos!

Mary West disse...

Visu nada lembro, mas posso dizer que alguns filmes me trazem uma nostalgia naum vivida, ao exempl ode Adeus Lenin.

Tava com saudades! :D

Vieira Calado disse...

Gosto sempre de lê-lo, meu caro!
Um abraço.

Chama Violeta disse...

Olá meu doce amigo!! Há tempos não venho visitar-te,por isso hoje deixo-te um grande beijo violeta.
Com mais calma volto e leio-te!
Fica na paz e na luz!

Krika disse...

Oiii!

Fico feliz quando te vejo no meu blog! Lembrei do meu pai ao ler seu texto, pois não tive a sorte de estudar a disciplina história na escola então meu pai me ensinava em casa. Muito bom relembrar.

beijão!;)

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querido Oliver, que bom estares de volta, tinha saudades!
Belíssimo texto, como é apanágio desse blogue... Parabéns!
Beijinhos de carinho,
Fernandinha

Olhos de Mel disse...

Oie lindo! Era um tempo de ideologias, fanatismos, poder e decisões... Tempo em que estudante participava da vida política e mostrava sua força.
Hoje as coisas mudaram muito. Umas pra melhor, outras pra pior. As pessoas se perderam no contexto político, perderam os ideais. Enquanto outras querem formar um grande bloco de poderosos, em detrimento de uma minoria, sufocada.
Belo post! Enfim vejo você de volta. Fez falta, viu?
Beijos

Camila Colossi disse...

Oiieee :)
teem aviiso no meu blog ;
vee laah?


se cuidaa


;*

Manuela disse...

Não comento este post.
Quanto ao condado Deux Chevaux, cá em Portugal temos eventos parecidos em Tomar e Óbidos.
Com saltimbancos e feiras gastronómicas.
Abraço amigo, voltei das minhas férias.
Saudades.
Manuela

Maria Laura disse...

ahahah... você acertou na mouche. A falta da guerra fria "cortou as pernas" a muito escritor e argumentista. E essa da "lobotomia" da esquerda está o máximo! Mas, quem sabe, não estamos a "evoluir" para uma guerra morninha??

maria josé quintela disse...

espero que as saudades da rússia não se transformem no pesadelo de uma nova guerra fria (com as notícias que correm...)


saudades mesmo, só deste Condado e da leitura destes textos sempre fascinantes!


e parabéns. o novo visual ficou muito criativo.


um abraço.

Maria José disse...

Estive a ler o que me faltava nestes dias em que pouco li :) Escrevo aqui e agora coisas simples.

Saudade. Sempre. Do mais odiado. Do mais amado. Porquê?

Hmmm

Zé do Cão disse...

Oliver. Então no condomínio há discuções?
Não me digas e quanto a pagamentos a malta paga?
Caraças, até parece que estamos em Portugal.
Condomínio, onde não haja 2 ou 3 condóminos que não paguem a sua cota,
não é condomínio nem nada.
Berrar pelos direitos e não pagar, isso é o costumeiro cá deste lado do Atlantico.

Um abraço

Miosotis disse...

... supus que sua lista de 'comentadoras' não tinha fim ;)

Bom, em seu 'post' há várias referências interessantes! Literárias e cinematográficas!

John Le Carré, excelente 'contador de histórias'!
Meus livros preferidos 'Le Papillon' e 'O Jardineiro Fiel'!Gostei bastante da adaptação cinematográfica deste último!

Ian Fleming... viu a edição especial que os correios ingleses fizeram? Linda!

Concordo... 'o 007' de 'Casino Royal ' é intragável! Para mim, nada como Sir Sean Connery e Pierce Brosnan [muito humor à mistura neste 007]

Da URSS não me restam saudades! É só relembrar Aleksandr Solzhenitsy ou vê-la 'renascer' na Georgia :(

Grandes escritores da 'época doirada' [séc. XIX], grandes músicos [séc. XIX e XX] isso eu venero!

Foi bom 'revê-lo' em 'fragmentos'! Sensibilizada!

Um beijo

... interessante 'descobrir' que também faz parte do projecto 'Nova Águia', tal como Dark_ e 'Twlwyth'...

Anônimo disse...

Olá Oliver,
Belo texto, bela colocação fez, realmente, tenho que concordar que esta URSS deixou-nos saudades.
Na época que cursava geografia comecei a me apaixonar pela URSS desde a Revolução de 1917 e se vai uma longa escala passando por Lenin, até o colapso da União Soviética em 1991. Esta viva na história a queda do muro de Berlim e colapso de cortina de ferro. Mas vou parar por aqui, se não entro em questões geográficas e não paro mais.
Agradeço lhe a visita e as palavras gentis, volte sempre que você quiser, as portas estarão sempre abertas.
Beijos,
Cris

Krika disse...

(rs) muitos risos com seu último comentário. Eu, parecida com a Julia Roberts? A boca parece bastante sim, confesso. Tenho picos de humor e isso é perceptível nos meus textos e imagens, mas acredito que em nenhum momento eu pare numa grade de exaustão, rs.

Beijo;)

Dani Abadie disse...

Esse teu post fez o meu livro de História Politica do Ensino Médio voltar a cabeceira da minha cama.. Sempre fui fascinada por história.. Lembro que costumávamos fazer no colégio debates entre aqueles que apoiavam os EUA e a URSS.. Minha professora sempre dizia que eu "levava a sério de mais aquela coisa toda"..
Bom que voltou, em grande estilo..

Ótimo final de semana.


;D

Jofre de Lima Monteiro Alves disse...

Li com suprema atenção o magnifico texto e para mim carregado de saudade, pois foi no Brasil em 1972 – no tempo da Ditadura Militar do general Garrastazu Médici – que tive as minhas primeiras lições de teoria política, e logo por um destacado militante regional – do Rio de Janeiro – do PC do B, que era um partido clandestino de ideologia marxista-lenisnista-maoísta. Como são as coisas e como anda a roda da vida! Como o mundo está diferente desde aquelas intermináveis disputas e debate. Está diferente, mas não sei se está melhor e mais justo... É por isto e por estes excelentes textos que tenho sempre assumido prazer em visitar este notável blogue. Boa semana com tudo de bom.

Não Somos Apenas Rostinhos Bonitos disse...

Adoramos o post!

relembramos muitas coisas e aprendemos outras...

Beijocas

Bandys disse...

Belo post.

obrigada pela visita.

beijos

Fátima disse...

Amigo,

Voltei...depois de uma ausência forçada...
Já tinha saudades das tuas palavras!
Óptimo post!

:-) um abraço

lua prateada disse...

de volta é??? mas que bom! e já agora só aqui para nós divertistes-te muito??? Oxalá que sim.
Migo saudades não sei ,pois eu sei que sempre ouvi dizer que as pessoas era tipo escravos não sei mas sei que ninguém queria viver assim, talvez má informação ...ou não.
Beijinho prateado com carinho pa ti

SOL

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Oliver, estou na quarta edição de um post feito a várias mãos: faço a resenha fdo filme, exponho um pintor, ponho obras de arte de amigos da Blogosfera, poemas de amigos também e no fim há um jardim imenso. Por isso, o post é longo. Então sempre digo às pessoas que apertem a tecla "Page Down" do computador e parem onde quiser, num poema, numa imagem. Se quiserem apreciar mais coisas, voltem outro dia, o post não vai sair de lá. Ah! Essa edição é dedicada aos nossos irmãos portugueses. Conto com a sua presença.
Um beijo,
Renata
wwwrenatacordeiro.blogspot.com

Sr do Vale disse...

Oliver, minha admiração por você, vem do tempo em que falavas com cavalos, isso se ainda não fala.
Em seu retorno que ganha somos nós, que somos agraciados com essas maravilhas de histórias, as quais sinto-me como parte integrante, mesmo como ouvinte.

Abraços.

AnaLua disse...

Nossa, esse post dá um comentário kilométrico... Concordo que os livros de espionagem nunca mais foram os mesmos. Mas sorte nossa que temos o Sr Oliver!
Estava com muitas saudades suas!
Beijos enluarados!

Tarsilamenina disse...

Saudades de vc Sr.Oliver...
Como pode caber tanta coisa nesta cabecinha hein?Admiradaaaaaaaa....

Bom,realmente se faz falta hoje em dia da época em que se julgava uma pessoa pelo grau intelectual dela.Pelo papo, pelos gostos apurados.Cada vez mais vejo jovens mais fúteis e na terra da eguinha pocotó e do créu, gostaria de ter vivido na época áurea da bossa...
Não é da URSS que sentimos falta,mas sim de movimentos culturais, políticos e sociais que façam novamente, a maioria dos jovens de hoje a pensar!Não me espanta nem um pouco confundirem Karl Marx com um cantor de rock.Seria cômico se não fosse trágico, a sociedade do amanhã...

O Sibarita disse...

Parabéns pelo retorno!

Meu Camarada! Bons tempos aqueles da Rússia, faça fé!

O seu texto nos remetes saudosamente ao velho socialismo!

Valeu!

abraços,
O Sibarita

gabriela rocha martins disse...

curiosa maneira de re.escrever a História

como se os dados tivessem sido truncados

não posso levar tanto tempo sem visitar/ler alguns blogues ... necessito dos meus "irmãos" criativos

[também não vais desaparecer, pois não? ]


.
um beijo

biazinha disse...

Te adicionei no My Space.

Å®t Øf £övë disse...

Pickwick,
Por muito que por vezes nos dê o saudosismo, a verdade é que o mundo está sempre em constante mutação. Depois da queda do império da URSS, acho que nos estamos a preparar para assistir à queda de outra potência mundial como são os EUA.
Abraço.

Å®t Øf £övë disse...

.....oooO.............
....(....)....Oooo....
.....)../. ...(....)..
.....(_/.......)../...
.............. (_/....
... Bom domingo .......
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