Dos livros perigosos

Erudição e independência. Este estado foi o responsável pelo fim dos tempos. Não, não estou falando do conflito final na montanha de Tel Meggido, em Israel, referido por João no livro do Apocalipse. Mas do cessar da longevidade dos romances, do termo final dos casamentos duradouros, além da cada vez mais crescente opção single de viver. Querem uma prova? Nove entre cada dez poesias escritas na blogosfera fazem alusão a fim de casos, romances impossíveis e nostalgias quase perpétuas. Ou seja, de certo modo essas pessoas armam-se até os dentes de versos melancólicos com poderes equivalentes ao de um bombardeiro Stealth, contra as novas oportunidades de romances, quiçá duradouros e felizes. Alguém aí pode replicar: é só literatura. E eu não sei? Todavia, com mil raios, pelo menos a mocinha poderia ficar mais vezes com o mocinho no final. De tanto repetir no plenário do senado romano, delenda est Carthago, Catão acabou induzindo Roma a riscar para sempre do mapa mundial a cidade de Cartago .

Afinal, o que mudou no amor? Dentre outros ingredientes, sobretudo o crescente estado de erudição e independência das mulheres, o qual surpreendeu os homens na mesma medida que a cavalaria do rei Creso, da antiga Lídia, foi apanhada de improviso ante o ardil da inédita camelaria criada pelo rei persa Ciro, o grande. Esta condição, hoje, nas mulheres, aumenta em progressão geométrica, enquanto nos homens esta sucessão é aritmética. Por conseqüência a seletividade de ambos os lados - por razões diversas, se acentuou, e os motivos mais banais se prestam a por fim a promissores entretenimentos amorosos. Cogita uma mulher, no restaurante: "humm... esse cara tem mastigação demorada; vou querer passar o resto dos meus dias olhando alguém mastigar desse jeito?" Do lado oposto da mesa, o homem também conjectura: "ela não tira os olhos da minha boca. Acaso eu vou agüentar viver toda a minha vida com uma mulher olhando para a minha boca?

No passado, a mulher sentia orgulho ao ver o homem lendo Nietzsche; ou citar - no dialeto anglo-saxão - como foi escrito originalmente -, versos do poema medieval inglês Beowulf. Por sua vez, o homem achava gracioso que a sua mulher lesse livros água-com-açucar como Éramos Seis, da Sra. Leandro Dupré; ou, O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry. Mas não se preparou para o reverso da situação: "Émile Zola? Humm... acaso será o codinome de algum amiguinho? Deixarei a barba de molho!"

O amigo Klatuu, dias atrás escreveu no seu blog que há livros perigosos, capazes de transformarem corações e mentes, porém não se deu ao trabalho de referenciar nenhum deles. Por razões diferentes e num contexto desigual, ainda assim, tenho mais é de concordar com o famigerado carrasco real. Outro dia encontrei um colega de faculdade em lamentos por causa de um encontro mal sucedido com uma garota, na noite anterior. Segundo ele, tudo por culpa de um tal de Foucault. De início imaginei alguma tragédia, até perguntei se a moça chamava-se Desdêmona. Mas não era nada disso, ele contou que ao ser indagado sobre certo pêndulo desse dito Foucault, respondeu que só conhecia o pêndulo de Newton, por sinal até participara de uma experiência relativa a este nos tempos de colégio e, querendo fazer charme, dissera ainda que através deste pêndulo, Newton demonstrara a conservação do momentum e da energia. Daí em diante, além de fazer muxoxo umas três vezes, a moça permaneceu desinteressada durante todo o resto do encontro. Percebam como livros realmente são capazes de impedirem o florescimento do amor. Por certo a garota referia-se a'O Pêndulo de Foucault, de Umberto Eco. Se o colega fosse mais eclético nas suas leituras e o tivesse lido de fato, a noite seria inesquecível. Por outro lado, supondo que a garota se interessasse por livros de Física, teria conhecimento que Foucault - tal qual Newton, também era físico, e decerto saberia que o seu pêndulo demonstrara a rotação da Terra em relação a um referencial. De igual modo a noite seria maravilhosa, os dois ali, tomando martinis e colocando as cerejas um na boca do outro, enquanto falavam ardorosamente de momentum, energia, quasars, bem como se divertiriam escrevendo nos guardanapos equações da força de Coriolis.

Um homem pode ler a coleção inteira de Virginia Woolf - se é que algum deles leu pelo menos um único exemplar, e dez minutos depois tomar cerveja com os amigos, falando de futebol, completamente esquecido de toda aquela angústia e desfechos infelizes existentes nestes livros. Mas uma mulher, não! Sim, senhora! Além de tal leitura elevar-lhe à condição de um ente superior, sentimentais como são, tornam-se arredias a romances por considerar que os homens não compreendem a essência do seu âmago. Uma vez me deparei com uma dessas fanáticas por La Woolf, e ao dizer-lhe que gostava de Charles Dickens, ela respondeu: "Não é mal escritor. Li Oliver Twist quando tinha quinze anos". Perceberam a fina ironia? Portanto, caro amigo, se você leu Dickens acima dos quinze anos, não tem a menor chance de sucesso num flerte com uma garota desse tipo.
Tenho um primo desocupado que anda a elaborar uma tabela das reais probabilidades de um homem iniciar um romance com uma mulher, baseado nos autores lidos por ela. Os graus de dificuldade variam de zero a cinco; onde zero é nenhuma chance, e cinco corresponde a mais fácil que pescar em aquário. Marguerite Yourcenar: 2; Virgínia Woolf: zero; Sartre: 2; Joseph Conrad: 3; Proust: 1; James Joyce: 1; Umberto Eco: 4; Jorge Luís Borges: 2; Stephen King: 5; José Saramago: 3; John Grisham: 5.
A independência feminina, por osmose ou não, aos poucos é absorvida pelo homem. Resta transpor a barreira da superioridade erudita do ex-sexo frágil, de modo que, todos, homens e mulheres, sejam felizes para sempre, ou pelo menos enquanto der. A propósito querida amiga blogger, poetisa de rara inspiração,
ao menos nesta semana, no seu post, abrace a velha causa lennon-mccartiana All We Need is Love, evitando escrever versos do tipo: "Cai a noite/ E no escritório em que trabalho/ De frente para os meus quatros diplomas de MBA/ Sou envolvida pela melancolia daquele antigo amor/..." ;o)

114 comentários:

manuela disse...

Uauu!!!Sou a primeira!!

Estou com sorte hoje
Olha Oliver concordo com tudo o que disse, eu também penso assim, acho que deve ser uma moda certas mulheres gostarem de livros de que mais ninguém sabe que existem, apesar de alguns serem bons outros são uma boa lavagem aos cérebros.
Para que você saiba eu adoro Charles Dickens e sempre li ou vi os romances dele.
E se fosse eu a Dona que foi jantar com o tipo eu adoraria falar sobre Newton e sobre física pois sou completamente fascinada por esses temas, acho que quem ficaria a falar e ninguém me ouvia era eu, pois quando começo a falar sobre esses assuntos geralmente ninguém se interessa.
Ora bolas.

Beijo

Manuela

isabel mendes ferreira disse...

sou.

mulher.
:)

e sorrio.

não do assertivo post.
sim.
da dissertação sobre o "amor".

e dos livros que não. e dos outros.

________________.

volto amanhã.

hoje deixo um ramo de páginas em branco. com perfume de mulher.
:)
______________________e um beijo.

eTerNamenTeLu disse...

Ola Oliver...já fazia algum tempo que não vinha cá...
Também gosto muito de ler...neste momento tenho à cabeceira um "testamento" de Leo Tolstoi..."Ana Karenine"....Deixo-te aqui uma breve passagem:
"No fundo, o que o irritava contra os seus,era que a sua consciência lhe dizia que eles tinham razão.O seu amor por Ana não era um entusiasmo passageiro,como tantas ligações destinadas a ddesaparecer sem deixar outros vestigios que não fossem lembranças agradáveis ou penosas.Sentia vivamente a falsidade da sua situação,maldizia as obrigações mundanas que os obrigavam,para salvar as aparências,a viver uma situação de astúcia e dissimulação,a preocupar-se constantemente com o "diz-se",quando a verdade é que todas as coisas alheias à sua paixão se lhes tinham tornado completamente indiferentes."...até agora esta a ser uma leitura intensa e magnética...quase não consigo parar de ler.
Deixo um beijo carinhoso e o meu desejo de um excelente fim de semana.

Lu

Gerlane disse...

Ah! Oliver,

Isso me pareceu algo semelhante à "os homens são iguais"!
Não é assim, também, não!
Gosto de falar sobre esses escritores dos quais minha companheira do mesmo gênero gosta, mas, tanto quanto pôr a cereja do martini na boca do amado e, vice-versa!

Ah! E estou sempre querendo um "amor infinito enquanto dure".

Beijos pra ti!

Sunshine disse...

Olá Oliver, boa noite!!
Como sempre passo para ver o post de sexta e atendendo á sua pontualidade britânica, aqui está ele e bem interessante diga-se, aliás até agora, neste blog sobre o nada, de tudo tenho lido e duma maneira agradável, divertida, perfeita e sempre pautada pelo rigor das citações diversas que menciona (históricas, fisícas, cinéfilas e agora literárias).
Adoro ler e se neste momento citasse o nome de apenas os meus autores favoritos este coment prolongar-se-ia por várias linhas... numa outra ocasião te direi alguns.
Estou me alongando e ainda nada disse sobre o post .... voltarei amanhã e com o chá que espero, tenha preparado, comentarei com a devida atenção...
Beijo de boa noite and let the ... moon shine (ehehe)

Queria sua opinião sobre as mudanças por lá ...

Jorge Elias disse...

Pois bem Oliver, estou de acordo.

Como disse Shopenhauer:
"Ah, essas pessoas devem ter pensado muito pouco para poder ter lido tanto!"

Buscar o conhecimento sem o detrimento do amor.
Que a informação seja apenas um meio para a instrução.

Um abraço,

JEN

Carol Barcellos disse...

Darling-querido, que fofinho, vc está carente de poemas de amor eterno, que lindoooooo!!!

Pessoalmente, prefiro não conversar sobre esses autores que vc citou, pq não me enchem os olhos. Às vezes, a conversa fica intelectualizada demais, e fica parecendo mais um debate, frio e monótono. Uma boa conversa seja como seus posts, um pouco sobre tudo, com criatividade, espontaneidade, humor e sensibilidade, melhor que martini e cerejas! ;o> :oP

Por outro lado, devo dizer que quando uma poetisa escreve do fundo do seu coração sobre o que sente, sendo bom ou ruim, é um sentimento que deve ser respeitado. Nem digo entendido, porque só se entenderia por completo se houvessem transplantes temporários de personalidade (sim, com os fatores hereditários e ambientais). Mas, tenho certeza de que procurando bem, você vai encontrar vários blogs de poetisas inspiradíssimas, escrevendo sobre o amor que possam estar sentindo no momento, ou que querem sentir algum dia, enfim, sobre o amor em seu mais belo esplendor. Eu tenho encontrado vários, e são lindas as palavras e os sentimentos que emanam delas.

E para ser sincera, gostaria de acrescentar uma pitada de "falsidade" nas poesias, poder escrever sobre o que não sinto no momento, ou o que poderei sentir daqui a 1 ano, mas fico te devendo essa: só sei ser e escrever transparente, o que tem sido mais decepcionante que vantajoso, acredite, mas não desisto fácil, e acredito que sempre há alguém que pare diante de uma fonte de águas cristalinas...

Beijos doces cristalizados!!!

Blue Velvet disse...

Uau, Oliver
para o meu comentário estar à altura do seu post eu teria que ser uma Yourcenar, uma Virgínia Woolf, ou porque não uma Simone de Beauvoir.
Como não sou, tenho que começar por dizer muito prosaicamente:Uau!!!
O que me pergunto quando leio este texto é, se seguirmos o raciocínio do mesmo, onde achar uma mulher que esteja à altura de sua cultura literária, histórica, filosófica e de seu talento para a escrita.
Deve ser complicado.
A sorte, é que embora as suas observações estejam absolutamente certas, existe aquela coisa chamada Amor, que junta principes com plebeias, génios com pessoas com um QI mediano,negros com brancas...
Quando dois olhares se cruzam e as pernas ficam bambas, dói a boca do estômago e no meio de uma multidão só eles existem, não importa os livros perigosos porque eles falam uma mesma linguagem: a do amor.
É que, chame-me antiquada, lírica o que quiser, mas eu ainda acredito na força do Amor.
Continue escrevendo assim, porque "melhor é impossível"
Beijinhos

Rosamaria disse...

Assino embaixo do que a Blue Velvet disse, sem mudar nem uma vírgula.

Bjim, Mr. Pickwick.

un dress disse...

mas que...e que sempre...

muito bela e multiplamente significativa escrita!:)

/ falta ali simone de beauvoir!?

oh os fios dos livros lidos

os fios de ariana na mente de algumas mulheres e de alguns homens sim sim...

os fios do amor et alter suspensos

nas

palavras...........................................................................................................




.beijO

TOOP disse...

Acho que antigos amores só trazem memória e melancolias...
Mas eu sempre gosto mais quando os mocinhos não ficam juntos no final.
...
Adorei seu texto!
bjus

cassamia disse...

mr. oliver
como sempre é um gosto e uma aprendizagem ler-te. às vezes não sabemos que sabemos até que alguém o diga por nós.
acredito que são muitas as causas para a solidão cada vez maior de homens e mulheres e indubitavelmente na desconstrução do 'roll' femenino e masculino está a leitura nos graus que apresentas.
é uma realidade triste. triste para nós mulheres e triste para vocês homens.
é curioso que sempre que escrevo sobre amor (em qualquer das suas vertentes)ainda que o faça pelo aprendizado do passado, das relações ja construidas e entretento desfeitas, a verdade é que escrevo sempre para e pelo futuro e só disso me apercebi agora, lendo-te.

Olá!! disse...

É preciso sentir amor para escrever poesia???
O Poeta escreve o que sente ou mente sobre o que queremos ler???

Fora do contexto não é???
Oliver, brilhante a tua forma de escrever, mas literatura retrata e o escritor inspira-se nele...
Há muitas formas de amar... até há o afastamento por amor... aquele final doloroso mas inevitável...
Se um dia me separar, levo os meus livros comigo, ele fica com os dele, entretanto vamos partilhando os livros da mesma estante.... temos até livros repetidos... comprados por impulso...
Ahhhh e simmm eu fico olhando aquela boca ruminante... coisa prazerosa ;)))))
Beijos

A Lei da Rolha disse...

Será que o romance está dependente do Q.I. de cada um?
Será que uma simples noite de sexo implica gostar do mesmo autor?
Será que para um casal ser feliz em comunhão tem que gostar dos mesmos livros?
Eu acho que não!
abraço

Sr do Vale disse...

Podemos encontrar vários artigos escrito sobre livros e escritores, mas Oliver soube fazê-lo com maestria, dentro de um contexto cinematográfico, como são de fato os seus textos, pelo menos os que eu li até agora.

Inicia-se um texto de qualquer situação e derrepente as palavras vão tomando sentido, passando por etapas construtivas no sentido didático, e suas idas e vindas, buscando ilustrações e personagens que enriquecem o texto, nesse caso seu primo, que enumera os autores aos quais poderiamos ter sucesso amorosos ao lê-los.

Claudinha disse...

Ah o texto está excelente, mas acho que só mulheres ou pessoas influenciáveis é que se deixam levar assim... Eu leio muito, vivo o livro como um filme diante de meus olhos (e é o melhor filme porque eu - ou quem lê- crio cenários e personagens como gosto). Mas daí a deixar-me influenciar é outro papo,rsrs.
Beijos, estou de volta!

Ana S. disse...

Não foi o amor que mudou. Foi a coragem da mulher em dizer "basta" a um relacionamento que não deu certo. Também é verdade que hoje em dia as pessoas se separam por coisas pequenas e acho que aí é que está o problema. Será que alguma vez amaram?
Os livros são perigosos sim. Então se estiverem numa estante alta e cairem a toda a velocidade na cabeça podem provocar um estrago danado! rsrs
Beijinhos

Tony disse...

Gostei!
analogias interessantissimas pra dizer que as pessoas andam preocupando-se demais com "o sexo dos anjos" ao invés de se conhecerem por completo, e perceber que há mais que intelectualidades ou um ou outro detalhe para fazer um relacionamento dar certo... abraço!!

[vindo dos links da Grace!]

Nadezhda disse...

Mesmo porque versos desse tipo são horrorosos!

Acho que essa coisa dos autores e dos livros influenciam bastante. Eu mesma torço o nariz quando alguém diz que leu aquele escritor que eu tenho aquele preconceito enorme, e acabo achando a conversa desinteressante por isso. Puro preconceito também.
Mas desgosto também quando a pessoa se gaba demais daquilo que lê, e se torna insuportável.

E como disse no meu último post, assuntos em relação à livros, andam tão financeiramente complicados.

;)

BANDEIRAS disse...

Só a imagem das pernas, por si só linda.
Sexo, anjos... No momento morro de saudades.
abs

Evita Perón disse...

Hahahhahaha acabei de postar um conto que fala de um relacionamento, e talvez você não goste do final.
Mas isso que você disse, é interessante. Não gosto de gente que não pensa, que não tem opinião formada (claro que não dá para ter sobre tudo), portanto, quem não lê também está nisso. Não tem nada mais gostoso no mundo que se sentar numa mesa discreta de um café, pedir um capuccino e conversar sobre literatura. Como tenho em maior parte amigos homens, isso se torna muito gostoso, e acho muito mais atraente do que um jantar romantico aonde o foco principal da conversa é o fato de querer ou não ter filhos.. pelo amor de deus!
tempos modernos, a mulher pensa!!

beijos, querido.

Leonor disse...

aaaaaaaahhhhhhh, pois isto de homens, mulheres e livros às vezes pode ser complicado...

eu, por exemplo, não gostava de estar na pele de uma sua namorada, com o devido respeito para. Ele é cinema, literatira, escrita...

Agora a sério, eu leio determinadas coisas, e com isso não vou restringir os meus contactos a pessoas que lêm a mesma coisa que eu, claro. Mas digamos que tenho que estar com alguém que leia!!! isso sem dúvida que sim. alguém que me estimule intelectual e não só fisicamente, porque senão a coisa dá para o torto.
bom fim de semana

São disse...

Meu querido, em primeiro lugar a eterna gratidão das meninas dos meus olhos pela separação dos parágrafos!
De Joseph Conrad é imperdoável quer a mulher quer a homem não ter lido " O Coração das TRevas", um daqueles livros que nos marcam, mas que não foi referido pelo nosso colega blogueiro, infelizmente!!

Se puder passar por lá, agradeço desde agora!

Abraço para si, Amigo!

Desambientado disse...

Esta é sem dúvida uma estatítica interessante. Hoje em dia lê-se pouco, daí a probabilidade baixa de um final feliz!
E quem leu Thomas Mann ou se ficou somente pelo Princepezinho de Exuspery, somente quando era criança? A probabbilidade de um final amoroso feliz é elevada?

gabriela r martins disse...

como mulher
respondo
na real
proporção
da equação
que não
sei
nem quero saber

sou mulher
e
descrevo.te
num sorriso
suicida


a bomba
faço.a explodir
depois

nas tuas mãos

cineasta
inspirado
escritor

[pré.fásico machista]

mas

amanhã
conversamos
por música

afago
a
POESIA

melancolica
mente
eheheheheheheehehehehehe

.um beijo ,O.

Sah disse...

Olá querido Oliver, sempre tão gentil!

Realmente, há livros perigosíssimos... penso eu, na vdd, que cultura demais pode ser um perigo. Os livros, todos, só nos servem se depois pudermos descartá-los. ;)

É assunto crítico esse... livros e títulos pesam demais, e vc sabe, o amor é leve!

Um grande abraço! E um ótimo fim de domingo.

Maria Laura disse...

Oliver, delicioso como sempre o seu texto. Tenho que ter cuidado com os livros que leio... e os poemas que faço!! :))
Virgínia Woolf: zero. Oh Deus, que vou fazer dos livros dela que li? :))

parvinha disse...

Belo texto.

Muito bem, amor é amor, mas gostos , vivências facilita muito.

Não há que chorar, nem ter medo, como diz a nossa querida Florbela Espanca, podemos ter vários amores ao longo da vida.

Há que arriscar e ás vezes não olhar tanto para a forma como se mastiga, porque príncipes encantados só mesmo nos filmes.

Beijoka

Casemiro dos Plásticos disse...

mais um belissimo texto e desta feita sobre o tema amor, gostei imenso.parabéns.
abraço e boa semana.

Teté disse...

Texto muito irónico e, curiosamente, a caricaturar uma pretensa intelectualidade...

Simultaneamente, não será mais fácil uma mulher dizer depois às amigas: "Ah e tal ele era um bronco, nem leu Woolf!!!" do que dizer pura e simplesmente que ele afinal só parecia querer ter um flirt ocasional, e nada da relação séria que ela almejava??? Enfim, um pouco a fábula da raposa e das uvas...

Esse poema que relatas no final é ilustrativo de algum desfasamento com a vida! ;)

Jinhos!

herético disse...

a menina às voltas com o pêndulo (de Foucault) é deliciosa - imagino-a a fazer beicinho quando o pêndulo não tem corda...

espero que deixe o velho Galileu em paz!...

excelente. invejável a tua ironia.

Gi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gi disse...

A forma como abordas os mais diversos assuntos é absolutamente deliciosa e, com frequência a gargalhada deste lado solta-se.
Que forma/fórmula tão simples que arranjas para se encontrar o amor, fina ironia :) se assim fosse eu ainda estava solteira :)

Mais do que a partilha de gostos , que também são importantes ,está a partilha de ideias e ideiais . A empatia , as afinidades fazem esquecer todas essas pequenas diferenças. O amor esse vem depois se o terreno for propício a que ele medre.

Eu adoro livros mas a vida não é feita deles, eles só alimentam os sonhos e nem só deles vive o Homem . Ah! E a mulher também não :).

Tudo o resto já os outros comentadores referiram, não me vou alongar, quem me conhece sabe do meu pavor à escrita.

beijos

Whispers in night disse...

Ola lindo!

Vim te desejar uma boa semana, e dizer que te deixei uns premios no Whispers, ando na mare de premios:)
Mil beijinhos( e volto com calma paar te ler, pq gosto de o fazer com calma)
Rachel

Rafeiro Perfumado disse...

Concordo inteiramente com o Klatuu, há livros extremamente perigosos. Ainda um destes dias me caiu uma enciclopédia em cima do pé e continuo a coxear ligeiramente!

Grande abraço!

RedLightSpecial disse...

Há livros perigosos, assim como blogs, que para mim são livros em formato digital.
O teu é um deles: deliciosamente perigoso, corremos o risco de viciar, e de sempre voltar. ler e ler e ler sem parar!
Gosto muito da tua escrita, muito mesmo, pincelada de perigosa ironia, muito bem conseguida.
Continua.. sempre.
Beijos RED para ti, tem uma excelente semana!

manuela disse...

Olá Bom dia Alegria.

Vá até ao meu blog tem lá um desafio.

Manuela

impulsos disse...

Querido Oliver
Muitíssimo obrigado pela dica. Prometo que esta semana, não me dedicarei a versos negros nem a desamores encalhados na alma...
E desses livros e autores de que falas, também nada tenho a dizer, pois em nada me influenciaram a ponto de me tornar um alvo perigoso(não os li)!!

Sempre com bons temas este teu blog, que, imagine-se, é sobre nada... que faria se fosse sobre alguma coisa!

Beijo

Rosamaria disse...

Eu não tenho dúvidas, Oliver, que és um gentleman de berço. Como minha mãe dizia: 'farinha de outro saco'.
Serás muito bem-vindo quando quiseres visitar a família Dó-Ré-Mi!
Bjim, boa semana.

Paula Crespo disse...

Mr. Pickwick, estou esmagada com tanta erudição!...
Simplesmente genial, este seu post, do melhor que você tem feito nos últimos tempos. Parabéns!
Concordo inteiramente com a sua apreciação e confesso que também eu não tenho muita paciência para blogues e sites cheios dos poemas de desamor e lágrima ao canto do olho; mas enfim, "todos diferentes, todos iguais", lá diz o slogan...
Fiquei um pouco baralhada em relação àquela tabela do seu primo, pois tirando o Stephen King, que não aprecio, e o Proust, que também não faz as minhas delícias, os outros podem ser companheiros da minha mesa de cabeceira. Daí que como a escala é variada, bem, nem sei que lhe diga - fico sem conseguir aferir do meu grau de "disponibilidade" ;-)))
Beijos e tenha uma excelente semana!

Sindarin disse...

Olá meu amigo! É maravilhosa a maneira como você escreve e descreve as situações que nos relata. Adorei sinceramente. Aproveito tb para deixar além da minha admiração um grande beijinho cheio de amizade. Boa semana!

Carla disse...

cheguei por acaso e gostei imenso do que li. Saí com um sorriso e com a certeza de que há mesmo livros bem perigosos (mas ainda bem que assim é, pensar nunca fez mal a ninguém)

O Profeta disse...

Olá amigo Oliver, mas que prosa escorreita, não devoas fazer mais nada a não ser escrever...


Aquele abraço

Sérgio Luyz Rocha disse...

O grande lance, meu caro, é que as engrenagens dos sexos não se restringem ao tempo ou à leitura que dele fazemos; tanto o amor e o sexo não se restringem aos mitos ou ao tipo de maquiagem, tampouco ao que carregamos entre as pernas...não somos o que lemos, mas ajuda um bocado; não somos o que deixamos de ler, embora os outros achem e o papo, meu amigo, pode ser sobre tudo e, sobretudo, se tudo for um bom papo; é uma questão de ouvido...

eTerNamenTeLu disse...

Ola Oliver,desta vez venho convidar-te a visitar o meu blogue pessoal,onde publico pensamentos meus que considero serem (mais ou menos) intimos e privados...gostaria que aceitasses o convite e que passasses também a visitá-lo.Para isso preciso de um contacto teu para que possa fazer esse convite atraves do blogger...

beijo

Lu

Alma Nova disse...

Meu caro amigo
perdoa-me não concordar totalmente contigo.
Não são os livros que representam perigo, sim a falta de cultura.
Por outro lado, hoje o "medo" da dor e do sofrimento que poderão implicitamente associar-se ao amor leva as pessoas a fecharem-se em redutos instransponíveis até para elas próprias. É mais "fácil" viver sozinho ou manter "casos esporádicos", do que entregar-se de corpo e alma a um sentimento que, quando não dá certo, causa um sofrimento profundo. Vivemos a era do facilitismo em que tudo o que implique demasiado esforço, apresente algum obstáculo maior ou pretensamente possa trazer infelicidade futura é evitado antes mesmo de começar.
As pessoas preferem viver "vazias" mas "seguras" do que arriscar...Nem sabem o que perdem, direi eu. Nada pode ser melhor na vida do que amar incondicionalmente e ser amada da mesma forma. O futuro...quem quer pensar nele?! Evitar amar por medo ou insegurança é que não pode ser o caminho.

Miosotis disse...

Interessante o teu modo de escrever sobre o amor, a 'intelectualidade' da mulher...alguma ironia à mistura!

Abraço

Felisberto Assunção disse...

Olà amigo,

Passei por aqui para lhe dizer que tenho um NOVO BLOG ele é bem fresquinho acabou de sair, gostava de saber a sua opinião, fico ha espera?

Um abraço e boa semana

maria josé quintela disse...

ser feliz para sempre é muito tempo

.

mas concordo que tudo o que precisamos é de amor.

.

e continuo encantada com a sabedoria repleta de humor

.

neste blog que afinal

.

é o melhor blog sobre tudo.

:)

um abraço.

Gata Verde disse...

Perigosos e deliciosos!!!
Quando escreves o teu?

Beijo

Andreia do Flautim disse...

Pois é, vou testemunhar contra jesus, mas no fundo porto-me bem!

Um abraço!

Å®t Øf £övë disse...

Pickwick,
Muito interessante este teu texto, e esta tua reflexão, bem como a analogia que fazes entre as mulheres, e o tipo de leitura delas.
É verdade que o amor nos nossos dias já não é o mesmo de antigamente. Ou pelo menos parece diferente. Digo isto porque tenho dúvidas se as coisas mudaram, ou se foram as mentalidades que mudaram, e antes tudo se passava igual, só que as pessoas camuflavam, tentando passar a ideia que viviam o amor perfeito, quando viviam era a mais perfeita infelicidade, mas guardavam isso para si por medo de serem condenados pela sociedade. Hoje já não é assim, e já não há pudor, por isso quando uma relação não vai bem, simplesmente as pessoas não têm medo de mudar, e de tentar arriscar uma outra vida com ou sem outra pessoa.
Abraço.

Rui Caetano disse...

Caro amigo, em relação à pergunta que deixou no meu blogue, digo-lhe que existe um grupo denominado de flamistas, que estão todos no Governo e no PSD-M, a desejar, há muito, a indepêndencia da Região.

AURORA ( LOLA ) disse...

Um dia tudo, um dia nada
Hoje um sorriso, amanhã uma lágrima!



Olá Oliver, boa noite!!

Neste blog sobre o nada, de tudo tenho lido e duma maneira agradável, divertida, perfeita e
sempre pautada pelo rigor das citações diversas que menciona (históricas, fisícas, cinéfilas e agora literárias).


Lendo-te só agora percebi que escrevo sempre sobre o AMOR.


Como diz uma senhora ai em cima nos comentários que não tem paciência para blogues e sites cheios de poemas de desamor e lágrimas ao canto do olho; mas enfim, "todos diferentes, todos iguais", lá diz o slogan...


Peço desculpa mas é o que gosto de escrever, acho que não saberia escrever sobre mais nada, posso ser repetitiva sobre o que escrevo mas é sobre o que gosto de escrever e acho que devemos respeitar a escrita de cada um.



Continue escrevendo assim, porque "melhor é impossível"



E me desculpe, mais uma vez.



bjs

vsuzano disse...

as coisas não mudaram...quem mudou foi a fêmea, que deixou de se enroscar tanto no parafuso.... rsrsrs

abraço

Silent Raven disse...

Olá...
Após uma longa ausência, cá estou eu, para fazer mais uma visita... E dou o meu tempo por bem empregue, porque a dissertação que acabei de ler é magnífica.

Um abraço...
Silent Raven

Anne disse...

Ô, meu querido...saudade de vc!
Adorei esse texto, até combina com aquele meu de outro dia, sobre a solteirice...rs

Tá difícil essa coisa de amor hj em dia...aquele amor lindo, só em romances mesmo. Será q a gente que ficou mto exigente ou os homens que andam mto desleixados???

Vou pedir vc em casamento...rsrsrs
Bjokas de montão pra ti!!!

Olhos de mel disse...

Oie meu conterrâneo lindo! Parabéns pelo belo post! E pior que é pura verdade! Hoje, o ficar tomou o lugar dos namoros, do romantismo, daqueles romances duradouros, cheios de paixão, entrega e doação.
Graças a Deus, ainda acredito que amor tem que ter chamego, dengo, carinho, valorização do companheiro, (sem querer mudá-lo) e amar acima de tudo.
Como dia meu amado: E é assim o meu amor. Que nada exige, apenas existe. E vou além: sem ele sou como um céu sem luar.
Boa semana, viu?
Beijos

Ana disse...

Ai, ai Olivier...

Está a doer-me a barriga de tanto rir, sabes?

adoro a forma como tu escreves e exprimes as tuas ideias.
Mas nem tudo é assim tão linear, pois não?

Vá lá, um beijo sorridente:)

cosmic girl disse...

pelo que vejo à minha volta, acho que as pessoas têm de desligar o "complicómetro" e tudo seria bem mais simples.

não só acredito que existe, como sinto que estou a viver um grande amor. e acho que o importante numa relação é mesmo isso: ACREDITAR!

BEIJINHOS
ps- hoje ouvi o coração do grãozinho de arroz k trago dentro de mim. não há nada melhor!

su disse...

Bem, várias emoções suscitaram-me este teu grandioso e memorável post: desde o riso à incredulidade!! Pois bem, deve estar a uma escala inacessível a pouco acessível segundo o teu primo! eheheheheh
Para além de que os livros nunca são perigosos...perigosa é a mente, seja do homem seja da mulher, que o absorve e o interpreta do seu jeito, ao seu jeito e o transforma de acordo com as suas intenções. Muda o mundo exterior segundo o que apreende e digere...transformado e meditado...tocado pelos seus próprios ânimos. Se é do Homem que parte a acção...os livros são meros depositários de pensamentos, grandes alguns, meros aglomerados outros. O perigo está em nós.
Grandes, extintas e antigas civilizações falam-nos de tradições orais em que a palavra escrita sequer era utilizada porque poderia ser uma corrupção ou uma arma contra quem a escrevia até...um testemunho que poderia ser descoberto pelos inimigos. Outras civilizações, a mulher era a sábia acima da acção do homem. Noutras, a cultura era sinónima de uma estabilidade pacífica e harmoniosa entre homem e mulher, com iguais possibilidades de acesso à cultura, desde que houvesse interesse para tal. A Idade Média implicou um retrocesso em algums dessas ideias...o homem passou a ser a espada e a mulher, o cálice...papel passivo e receptor...tudo o que implicasse a opinião e inteligência da mulher era indício de rebelião, bruxaria, etc, etc, etc...
Os romanos oram davam ora tiravam...sendo que a mulher era matrona que controlava as coisas da casa e fazia as suas aparições em público faustosas, ao lado de um homem contente e de barriga cheia! mas em casa, muitas delas cultivavam o seu apetite cultural e dominavam ideologicamente e politicamente os seus homens e, consequentemente, o Senado.
Não digo que se deva falar em domínios e aspectos culturais adequados para uns sexos e não para outros...mas não existem livros proibidos...comos os Index das sucessivas Inquisições lançaram...o perigo, repito, está nas mãos e no cérebro do Homem que não sabe quando e como deve usar o poder de conhecimento que esses mesmos livros podem fornecer...
Olha, seria até um bom post para pedir uma lista de livros probidos aos blogusitas...que achas?! Se não o fizeres terei permissão tua para o fazer?! :)))
Olha, só para te dizer que já deixei o teu texto em post lá na Teia. Espero que gostes da música e da imagem seleccionadas.

Um beijo grande, grande prosador! :)))

Dani Abadie disse...

Concordo contigo que as palavras são importantes.. Pena que os corações não têm ouvidos.. :)
Ótima semana pra ti..

su disse...

Roteiro alterado!

Mary West disse...

Entre uma boa leitura e o romantismo, eu escolho o primeiro, até pq meu verdadeiro amor até o momento sou eu mesma.

Beijos meu querido. ;)

* hemisfério norte disse...

ai o amor e o humor do condado...
:)
Muito bom, como sempre.
uma boa semana e beijos
a.

isabel mendes ferreira disse...

apenas para re.agradecer a leitura do piano.



muito.


e muito.


beijosssssssssssss.

©carmen zita disse...

Cheguei aqui através da Teia de Ariana. Gostei... Vou voltar, certamente.

SAM disse...

Olha aí...Você citando tantos, e eu confesso que lia fotonovelas e gibis rsr. Clássicos também quando obrigatório e por prazer também ( hoje mais).

Mas então falo sobre as conjecturas amorosas do caso exemplificado. Pode sim acontecer. Já cismei com um rapaz ( ihh faz tempo!) porque vi a mãe dele jantando e feito um guardanapo de babador rsrs. Mas também não é assim...Os conceitos mudam e variam com os tempos e com as idades também. E viva o amor!



*Não morri engasgada, mas estou quase de uma gripe pós carnaval.

Oliver, sei que você tem todos e merecidamente prêmios no seu blog. Mas o que fazer se o teu blog não me sai da cabeça? Então, deixei o seu linkado nesta premiação.

Beijos

Vera disse...

Agora fiquei a pensar... Eu escrevo realmente muito sobre "desamor"... Mas a verdade é que me toca muito mais um poema triste do que um alegre... Parvoíces!
Gostei muito do teu texto, do tom algo irónico que usas. É sempre um momento de sorriso :)
Bom mesmo é ler... de preferência de tudo um pouco, sem olhar a sexos.

Beijo

AMMedeiros disse...

Amei este post!!!
Este rapaz está melhor que nunca!... (ou pelo menos, do tempo que se conta de o ler...)

Um beijo terno


PS: Ainda volto cá.

isabel victor disse...

Isto significa que os homens já estão a sair do " estádio espelho " Lacaniano ?

O verdadeiro encontro é uma ilusão ... um fantástico labirinto de espelhos,

infinitamente desafiador, nunca real (e ainda bem !)

Bj* e grata pelas visitas

isabel mendes ferreira disse...

a.b.r.a.ç.o.



.



.

Bridget Jones disse...

Voltando do caranaval com uma cor linda e histórinhas para contar...algumas.

Quanto ao post:

Também concordo que as poesias deveriam falar menos de fins de caso e mais de permanência, masa cho q isso tem amis a ver com os psicanalistas que não tem paciência como eu e Lee, de analisar e tratar os doidos (curáveis) que aparecem em suas vidas.

Se houvessem mais psicanalistas pacientes e mais pacientes curáveis sendo tratados, as coisa seriam diferentes...

E o numero de poesias que falam de amores acabados é proporcional a ocorrencia...Acho q isso temmais sentido se eu citar Chomsky aqui e não Freud..mas hj não tenho citações a fazer.

Beijos a vc e Dr Ludovico

Kênia Garcia disse...

Olá!
Sempre por aqui, ainda que meio rápido! ;)

Bom resto de semana pra ti!
Beijooo!

Ana disse...

De todas as literaturas, de todas as letrices, rimas, versos, inspirações e erudições, uma simples conclusão:
há que se ter amor e humor!

Com isto, tudo o que um sabe enriquece o outro. Pode-se trocar conhecimento, ler poesias juntos, aprender... Tudo se soma, tudo faz sentido...

E, afinal, quem explica o amor?

SILÊNCIO CULPADO disse...

Oliver
O amor nunca mudará. Talvez agora seja mais autêntico porque é mais livre. Porém quando se ama é-se sempre prisioneiro e, é nessa prisão, que se encontra a liberdade maior.

Amanhã, dia 14 haverá uma postagem colectiva, de iniciativa do blog LUZ DE LUMA em defesa da inocência e contra a pedofilia. Se quiseres aderir copia a imagem que está no post de hoje no Silêncio Culpado.

No blog solidário Sol Poente http://o-sol-poente.blogspot.com, publiquei hoje uma reportagem do jornal Noticias da Manhã/Primeiro de Janeiro com o nosso amigo Raul do Sidadania.

Beijinhos Oliver

Olhos de mel disse...

Oie lindo! Vim lhe ver e deixei beijinhos...

São disse...

Meu querido amigo, venho lhe deixar o meu abraço muito grande.

Afrodite disse...

E chamas tu a "isto" um blog sobre nada.

Que maravilha! Respondo-te com igual maravilha do séc. X:
Hwæt. We Gardena in geardagum,
þeodcyninga, þrym gefrunon,
hu ða æþelingas ellen fremedon.
Claro que não fui obrigada a lê-lo assim.

Mesmo desta maneira, já me não foi fácil:
LO, praise of the prowess of people-kings
of spear-armed Danes, in days long sped,
we have heard, and what honor the athelings won!

Um abraço.

SAMANTHA ABREU disse...

muito bom! Muito bom!
análise excelente. Adorei.

Beijos, querido!

GarçaReal disse...

É certo que no presente os romances duram menos, acabam rápido ou logo após um fugaz começo.
Mas será que antes uma parte considerável desses romances e "casos de amor" não existiam só, devido ao chamado
"Socialmente correcto" ?
Que obrigava a relacções longas e certamente torturantes.

Gostei imenso do teu texto

bjgrande do Lago

M.E.D.T disse...

Livros, livros, eu amo ler um bom livro, se tivesse mais tempo devoraria um por semana
bjssssssssss

manuela disse...

Neste dia dos Namorados
Venho aqui comentar
Desejo-lhe um dia feliz
E alguém para namorar.


Abraço

Manuela

manuela disse...

Neste dia dos Namorados
Venho aqui comentar
Desejo-lhe um dia feliz
E alguém para namorar.


Abraço

Manuela

manuela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedra Filosofal disse...

Diz-me que livros lês, dir-te-ei quem és. A frase até pode não ser assim. Mas que se aplica, aplica.

Não que eu exclua amigos, namorados ou o que quer que seja pelos livros que leem... ou que não leem. Mas o que lemos diz muito de nós, e dos outros.

Beijos

FINA FLOR disse...

gosto muito das suas reflexões, meu bom, gosto do seu humor.

realmente alguns livros podem ser perigosos, mas penso que se um livro não transformar uma pessoa então ele não vale a prateleira que o acolhe :o)

beijos

MM.

O Sentir dos sentidos disse...

Oliver Querido
Só agora pude vir até aqui beber cultura, sorrir das suas histórias e pensar...porque este seu nada é na verdade uma escola onde aprendemos ou nos faz despertar para um tudo.
Quanto ao perigo de certas leituras...concordo até certo ponto, pois nunca se sabe ao certo quando uma mente está ou não preparada para uma informação ou opinião completamente oposta sua maneira de ser, e isto transforme a realidade deste leitor num tormento ou não...tudo é possível quando o asunto é mente-absorção do que se está lendo.Posso até dizer que aos quinze anos um escritor que amo de paixão mesmo...teve uma forte influência na mulher que hoje sou, e que coisa boa foi esta descoberta.
Ah!!! o amor...quando o assunto é este sentimento que move o mundo...vou até concordar contigo um pouco, pois só amamos quem nos identificamos não é? Então...se o cara nada sabe sobre o que temos paixão: Livro,Música,Cinema...etc, onde está a identificação? Não acredito que possamos amar de verdade apenas um rostinho bonito, charmoso, educadinho e atencioso...Oh! Não!!!!...rsrs...ai que o romantismo me mata...mas quero o meu amor do jeito que imagino, e que nossas conversas e sorrisos sejam entendidos no imediato de um simples gesto...e para isto, não adianta fazer de conta que cultura, e prazeres semelhantes não sejam essenciais...que faça o amor acontecer entre dois desiguais.Mas...tudo é possível né?

Oliver...agradeço por sua atenção, e por suas gentis palavras em me dando força para voltar escrever após minha breve parada, nem imagina como foi bom sentir de certa forma querida e valorizada em meus sentimentos traduzidos em palavras...poxa vida, é uma honra enorme saber que Sr.Pickwick gosta dos meus escritos, e sente minha falta.

Ah! Deixei um comentário no blog da SU...sobre seu texto,e sobre a fantástica criatividade da mesma...estão de parabéns voces - os dois certo?

Agora...já vou menino, pois tenho que terminar ainda a leitura de um livro e fazer uma sabatina com um carinha que estou de olho...rsrs...vamos ver se ele passa no teste né?..rsrs.

Beijo,

Carol Barcellos disse...

Retornei para ler de novo, porque seus posts são como a Elma Chips, com a variação da frase fica: "é impossível ler uma vez só.

Já para adiantar, um ótimo fim de semana pra vc, king of women's hearts!

Beijinhos doces cristalizados!!! :o*

carla granja disse...

MEU AMIGO ! CHAS QUE SE EU EDITAR UM LIVRO DE POESIA VAI SER UM PERIGO PARA A SOCIEDADE? :) HJE EM PORTUGAL É DIA DOS NAMORADOS ,MAS COMO NAO TENHO NAMORADO E ACHO QUE TODOS OS DIAS FORAM FEITOS PARA NAMORAR DEIXO UM POEMA QUE VAAI SAIR EM JUNHO NUM LIVRO :) VEN ATÉ CÁ E ME DIZ SE GOSTAS OU SE VAAI SERR UM PERIGO AS PESSOAS LEREM A MINHA POESIA :)
BJO
CARLA GRANJA

cassamia disse...

DIA DOS NAMORADOS
(um miminho para todas e todos os bloguistas)


A história inacabada

fecha-se o livro
com a história inacabada
que estava há muito
guardada, esquecida
entre histórias de uma vida
em que não se passa nada.
Vêm versos acordá-la
e vem o som desta fala
para moldar nela a moral
do que não acaba mal
quando a voz do contador
lembra a quem está a ouvir
que há um segredo maior
para a gente descobrir,
numa arca de mistérios,
que ninguém ousou abrir.

luis infante
'poemas pequeninos para meninas e meninos'

Chama Violeta disse...

Olá "querido e encantador" construtor de textos,histórias...
Gurua? Hum...Já mandei meu ego embora, senão...

Adoro-te ler, mesmo que demore, venho cá te visitar.
Jinhos da cor do Arco-Íris!

manuela disse...

Oliver olá, obrigado pela visita no meu blog.
E por falar outra vez em livros aquele romance que estava no video eu já gosto desde pequena, pois foi um dos primeiros livros que li.
Aqui chama-se o Monte dos Vendavais mas quando era pequena lemro-me de ler um livro que se Chamava O Monte dos Ventos Uivantes.

Sou já da pré-história.
Eheheh

Beijinhos

Manuela

Drica disse...

penso q o problema neste sentido está no radicalismo, de idéias, d leituras, pensamentos, etc...por exemplo, nunca gostei d física (na verdade acho q nunca gostei da física q via na escola, enfim...), gosto de Foucault, Umberto Eco, Nietzche, etc...etc... não gosto mto de leitura "água com açucar", mas já li algo tbm...não acho legal ter um só rumo, tendo uma infinidade literária por ai...bem, mas agora tenho um namorado q faz física....e adivinha....estou descobrindo um grande interesse por física, e não é por q meu namorado gosta, é pq acho q o legal é aprender, é descobrir, é trocar informações.... tudo o q fica mto restrito pra mim parece tosco, pequeno, tacanho.... aprender e aprender a conviver é bom....e acho pobre d espírito quem não ouve o outro só pq não "gosta", mas será q não gostará? quem sabe.....bjao! :D

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querido amigo, neste dia especial, venho até Ti, para deixar-te um abraço de muito carinho e amizade...Tenho uma rosa para ti!!!
Beijinhos,
Fernandinha

Menina do Rio disse...

Aiaiaiiiiiii... E não é que voce está certo? Dê-me um livro e eu te mostro do que sou capaz!
Querido Oliver, Houve um tempo em que a mulher nem ia à escola. Isso era perfeito para os homens, pois eles não tinham que se desdobrar pra discutir Prost, Maquiavel, Sartre ou mesmo Flaubert. Bastava que seu par de chinelos saltasse diante de si, enquanto desfolhava o caderno de esporte e pronto. Tinha ele lá a vida que pediu a Deus. Mas ai veio uma mulher queimar os sutiãs em público e elas descobriram que tinham peito. Ops... eu disse "peito". Não estou me referindo as glândulas mamárias, que fique bem entendido! Falo que ela descobriu a sua força oculta e ai, já era! Foi á escola. E já se sabe o resto... Virou uma briga de egos! Pela lei da física, forças iguais se repelem e não há relação que sobreviva a esse caos. As mulheres agora não se contentam apenas em perguntar: - Como foi o seu dia, enquanto servem um uisquezinho ao marido/namorado. Ela quer falar e ser ouvida e não dá pra ser com um gajo que já a leva pra jantar pensando que vai ter sobremesa...
Mas...onde fica o amor nisso? Ai é que resulta de tanta gente buscando amor e o amor fugindo num mastigar ...
Fuiiiiiiiiiiii

Outonodesconhecido disse...

Adorei o teu post Simplemente genial. Concordo, livros fazem a diferença. Quanto ao efeito sobr epotenciais chances... bem depende, um só livro não leva a nada...

SOS online disse...

Ao crítico literário Pic : saiba meu amigo que a grande maioria dos livros de grandes autores mudaram o mundo, mudaram a forma de pensar mas, daqui para o futuro, com a literatura em decadência e a Internet em ascendência, fica ELA responsável de mudar seja lá o que for, mesmo se para pior.
kkkkkkkkk
Você tem público que te aplaude, que beleza! Desculpe a crítica meio avessa, mas sou sincera viu seu moço? E sei que você também é !
Portanto, guardo a minha flexa, retiro a maça da tua cabeça e vou flexar noutras plagas. Beijos querido.
Até a próxima.
Alda

TOOP disse...

relendo, me chama a atenção:
"a melancolia de um antigo amor"...
E qm não sabe oq é isso?

Bridget Jones disse...

Cadê o Doutor Oliver?

Nos abandonou de vez?

Aguardamos com ansiedade sua visita no "Sou para-raio de doido!"
Nem precisa marcar hora!

Pedra Filosofal disse...

Olá Oliver.

Sabes que o dia dos namorados, no Brasil, se celebra a 12 de Junho... por ser véspera do dia de Santo António, santo padroeiro dos casamentos?...A data não foi escolhida ao acaso. Descobri isso quando investigava para fazer o post.

Seja como for. Em que dia for. Para mim dia dos namorados é dia dos amigos. E esses devem ser todos os dias do ano.

Um beijo

M. disse...

A qualidade da ironia e da escrita aqui, sempre!

Klatuu o embuçado disse...

O livro mais perigoso chama-se «Bíblia» - o amor começou a mudar desde que a bunda substituiu a função da vagina! :)

P. S. É pá, ó Pickwick, então se alvejassem o Lula da Silva (e não sabemos ainda se Ramos-Horta se salvará...) isso não teria consequências sobre a estabilidade do Brasil?

Pá, tu não abuses na cerveja britânica e nas louras! :)

Portugal já passou a fase de ex-colonizador, agora é apenas um Estado amigo. Tal como do Brasil - ou também ainda nos vês como ex-colonizadores?, quando o Brasil está cheio de gringos, que alguns fazem fortunas com a prostituição, a pornografia, a droga e o tráfico de armas e ainda não chegou aqui o vosso grito do Ipiranga!

E põe-te a pau, meu grande colono... os Timorenses já pediram um batalhão português e outro brasileiro! :)

Abraço!

Klatuu o embuçado disse...

P. P. S. Meu, tu lança aqui bosta de vaca no chão e água de regato - tanto perfume misturado me agonia!! :)

Oliver Pickwick disse...

Klatuu:
Não costumo responder a comentários aqui. Afirmei que no passado, todos os países colonizadores - e Portugal não é exceção, ao deixarem as suas respectivas ex-colônias nada fizeram em prol da melhoria destas.
Não há nenhum sentido em remoer ódios seculares.
Pelo visto o gótico anda escurecendo a sua visão, prezado amigo. ;o)

SOS online disse...

Amigo Pic, só retiro a palavra "saiba" e conserto a palavra "flecha" do comentário pois ficou parecendo que vim ensinar padre nosso ao vigário, o resto só fiz confirmar o que você disse. Li tudinho, viu seu moço e assino embaixo.
Acabei botando a maçã novamente na tua cabeça...duas vezes no mesmo dia ? Ó non!!! Lá vai a flecha diretinho na maçã. Tenho boa pontaria viu?
Alda

pin gente disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
pin gente disse...

mr. pickwick

as mulheres já não são o que se dizia que eram, bem como os homens não são aqulio que se dizia serem... houves umas trocas de qualidades que passaram de uns para os outros!
quanto a leituras digo-lhe que li nana com 15 anos (talvez menos). ainda hoje é um livro que recordo bem! e li o meu pé de laranja lima talvez com 16, reli-o mais tarde e hei-de voltar a lê-lo. li rosa minha irmã rosa perto dos 18 e nunca dele me esqueci.
tentei ler recentemente kafka à beira-mar e não consegui chegar a saber se havia algum mar na história... fiquei pela metade do caminho! que me perdoe murakami mas o peso do livro... (boa desculpa, não?)
consegue imaginar alguém num jantar comigo?

mas também... com cerejas na boca para quê falar de murakami?

beijo
luísa

AURORA ( LOLA ) disse...

Olhe queria pedir-lhe para quando tive-se um tempinho se passava neste site

http://manuela-extrablog.blogspot.com/

eu já vou lá já à algum tempo pois me apaixonei por aquele blog ele é lindo todo ele fala de uma coisa
do passado e também o presente da historia de portugal que é o FADO passe por lá e vai ver que vai gostar como ele é pouco visitado eu prometi para a manuela que iria falar dele para as pessoas onde eu vou comentar, obrigado.


bjs

Klatuu o embuçado disse...

«ao deixarem as suas respectivas ex-colônias nada fizeram em prol da melhoria destas.» ????

Depois de as deixarem... ainda deveriam melhorá-las?? Coisa estranha!
No vosso caso, não deixámos... D. Pedro resolveu o assunto por todos nós...

P. S. Será teu e meu léxico que nem sempre acertam? :)

O Sibarita disse...

Aiai meu Deus! kkk

Vai ser por osmose esse comentário, só pode ser! kkk

O que acho porreta no seu blog, além, é claro dos seus textos cult's que nos elevam culturalmente, são os comentários.

Isso é bom porque assim conhecemos as cabeças pensantes dos(a) seus (a) leitores(a) o que de certa forma ajuda-nos a entender e refletir um pouco das pessoas. É como Carl Jung disse: "O que está dentro, está fora..."

Também não acho que algum livro seja perigoso, muito menos, a Bíblia.

Imaginemos que não existisse a Bíblia e outros livros sagrados o que seria de desse mundo de meu Deus?

Quanto a poesia já que sou um mero e humilde escrevedor do que sinto sem ser poeta, sim, jamais me vesti de poeta, apenas, gosto de escrever e tão somente isso.

A poesia deve brotar do que se sente, eu mesmo, não sei fazer poesia por encomenda, se assim é, fica uma coisa mecânica, sem sentimento e é o que vemos muito por ai!

Tá massa o seu texto!

abraços,
O Sibarita

SILÊNCIO CULPADO disse...

Oliver
Relativamente à mocinha não ficar sempre com o namorado e as poesias serem sempre sobre amores que terminam, meu querido, quando se juntam as meias na máquina de lavar lá se vai toda a poesia.
Aquela beleza mágica de que se fala requer uma conquista permanente.
Um beijinho

Lusófona disse...

Você fez um curso intensivo pra escrever esse texto? rsrsrsr

Beijos menino

Å®t Øf £övë disse...

Pickwick,
Passei, e deixo-te um abraço.